73 dias para a maratona. O bagaço também faz parte do treino. “Não ria não”
Hoje a madrugada foi silenciosa. O despertador tocou, mas
o treino de 1h10min não rolou, minha gente. Não teve "farelo na
pista" na última manhã, e a culpa nem entra aqui – entra o bom senso.
Ontem foi daqueles dias de jornada tripla, dobras à
força: dois turnos de trabalho, reunião, e ainda uma hora e meia de formação no
final. Quando cheguei em casa, o corpo deu o recado: sinusite chegando, olho
lacrimejando, nariz querendo zoar e a cabeça latejando. Tentei jantar, tentei
descansar, mas o sono foi interrompido algumas vezes pela dor.
O diagnóstico da falha: além da maratona de trabalho,
vacilei no básico. Sem marmita, acabei recorrendo a restaurante, e a hidratação
ficou lá embaixo. O resultado? Imunidade sentindo o golpe.
Hoje, a ordem é silêncio absoluto. Sem treino, sem
academia, sem caçar conversa com o acaso. O foco vira a recuperação para amanhã
soltar um trote leve – só para avisar o corpo que o longão de sábado está
chegando.
Vida de corredor tem dessas: a gente planeja o cenário no
detalhe, mas a realidade impõe os seus arranjos. Como venho escrevendo aqui: sem
filtro, sem firulas. É aceitar o tranco, se cuidar e seguir.
Farelo na Pista
(amanhã, com fé).



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