Por conta dos indicativos de chuva, lá em dezembro de 2025, entre as temperanças do forte calor, cancelamos uma das atividades da programação do instituto. Naquela vez, as águas não caíram.
Caíram no restante de dezembro, em boa parte de janeiro e
chegaram com toda força em fevereiro. Março, nem se fala: chuva por semanas.
Nova data, dia 15. Todos de olho nas previsões. Chuva na quinta, na sexta... o
sábado amanheceu com garoa ao longo da manhã. Contato com o contador de
histórias, mensagem para o fotógrafo, post indireto para São Pedro no story...
colocamos nas mãos de Deus. O que tivesse de ser, seria; não iríamos desmarcar.
Manhã de domingo com sol tímido, antes das 7h. Agradecemos a bênção e "bora" terminar de separar os livros. Gêneros textuais, faixa etária, livros infantis, os de adultos (os moradores têm solicitado muito romance) e os quadrinhos, que não podem ficar de fora. E vamos que VAMOS!
Antes mesmo de a missa começar, já estávamos espalhando os títulos no entorno da principal praça do bairro Nacional (Contagem-MG). “Cês vão vender livros aqui hoje?”, “Até que horas cês vão ficar?”, “O sinhô só pode tá de brincadeira com a gente!”.
E ali começa o espanto para alguns — porque para nós é sempre um encanto. O motivo da desconfiança: pessoas doando livros na praça... livros de graça, 0800? Para nós, a gratidão de seguir firme na missão de garantir o acesso à literatura de modo simples, sem protocolos, fichas, cadastros ou quaisquer tons de burocracia. Simplesmente o prazer de ler e encontrar novos mundos, reinventar-se a partir da palavra: imaginação, fantasia, descoberta e coragem.
Com três palavras, no último parágrafo deste simples relato, o contador de histórias Paulo Fernandes,
que está conosco desde o princípio do início (risos), definiu a atividade da manhã do dia
15/03/2026.







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