Sancho,
quebrado não; moído. Foi assim que enfrentei
os desastres do treino desta manhã, meu amigo. Uma sucessão de equívocos:
quebradeira total.
Pela primeira vez, não consegui entregar a
quilometragem proposta pela assessoria; dos 32 km previstos, saíram apenas 28.
Os 4 restantes foram ca-mi-nhan-do.
Agora, passada a decepção inicial, eis uma análise dos erros, meu amigo. E veja que não foram poucos:
1. larguei forte, pensando que sustentaria o ritmo até o final. Da metade para a frente, comecei a ficar tonto, com as vistas escurecendo;
2. o plano era correr 16 km e voltar, dividindo o esforço em dois movimentos. Inventei de fazer 18 km para depois tentar fechar com 7 + 7. Caí na besteira de negociar com a mente e perdi feio;
3. pela primeira e última vez, deixei de ingerir a cápsula de cafeína. Certamente é ela que segura a onda na segunda metade do treino;
4. a hidratação dos últimos dias foi insuficiente. Nunca fui de beber muita água e ainda estou lutando para melhorar esse quadro;
5. Faltou carboidrato na noite anterior. Inventei de sair com a família para comer uma porção de carne e acabei tomando uma caipirinha também;
6. Com a nova palmilha, por conta da fascite plantar, algumas unhas foram maltratadas — coitadas.
Quebradeira. Além desse quadro, senti muita
dor nos membros superiores. Ao chegar em casa, tomei banho, comi uma banana e
apaguei: exausto, decepcionado.
Assim foi a 9ª semana do ciclo de
treinamento. Estamos a 50 dias da maratona e, até lá, esses erros não poderão
ocorrer novamente. Preciso ajustar o peso e levar a hidratação a sério.
Sancho, que esta conversa de hoje sirva de
lição para outros cavaleiros-corredores. Como pude ser tão ingênuo?
Boa noite!






